quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Next, please.


Três diferentes casas e duas terras novas. A planície na alma. O mar nas veias. Incontáveis despedidas. Um reencontro inesquecível. Pelas piores razões. Um desencontro. O encontro. Caixotes bolorentos no lixo a que pertencem. Puccini sem borboletas. Boleros com tragédias. Jazz com salero. Berlim na amizade. Jantares marcados sobre o horário das companhias aéreas. Porco preto e bifes de atum. O disponível colo dos meus amigos. Quente. Zizek e o regresso de Kierkegaard. Cervantes e Thomas Mann. Vargas Llosa e Rushdie. O exorcismo das almas penadas. Pequenos-almoços de biscoito de orelha com post it´s colados no tabuleiro. Duas crises criativas. Uma infindável. Muitas horas de pôr-do-sol. Galochas azuis com pintas brancas.
Nove meses no sol tórrido do deserto. Três meses na sombra da árvore da vida.
Assim se passou um ano.

Com a cabeça cheia de flores...


... e nenhuma réstia de criatividade.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fazer as malas para o Natal

Perguntam-me quando parto para o Natal.
A pergunta faz sentido, porque aqui não há Natal.
Enfeitaram duas igrejas e fizeram um presépio. Mas as luzes são azuis e o presépio tem estrelícias.
É mais ou menos como se tivesse ido a uma loja dos chineses comprar um Natal da candonga.
Daqui a dois dias faço as malas. Faço as malas para o Natal.

O de Lisboa. Aquele a sério.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Permitam-me discordar, sr Osman e respectivo boi

“Qual dos dois será mais doido” segredou o palhaço Osman ao ouvido do boi enquanto lhe escovava o pelo no seu pequeno estábulo, “a louca ou o tonto que ama a louca?”. O boi não respondeu. “Talvez devêssemos ter continuado a ser intocáveis”, prosseguiu Osman. “Um oceano obrigatório parece-me coisa bem pior do que um poço proibido”. E o boi acenou duas vezes com a cabeça, concordando com o dono, bum bum”.

in Salman Rushdie, Os Versículos Satânicos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

é mais ou menos isso



It's a look
This game we play
We can't escape
We have to attend
It's life you see

When i have tried to amuse myself
To celebrate the fun fair
The pleasures i seek
Are far too discreet for me

And all the time
The world unwinds
I can't deny the way i feel
The truth is lost beyond this lonely carousel
And all these words
They mean nothing at all
Just a cruel remedy
A strange tragedy
Of what will be

After i tried
To discover the answers to why
To look for a meaning
Inside of this dreaming i had

And words that i've said
Are spinning 'round
Would sing alone inside my head
Nothing will change
It's always the same
Please make it stop

And all the time
The world unwinds
I can't deny the way i feel
The truth is lost beyond this lonely carousel
And all these words
They mean nothing at all
Just a cruel remedy
A strange tragedy
Of what will be

And all the time
The world unwinds
I can't deny the way i feel
The truth is lost beyond this carousel

Rodrigo Leao & Lula Pena - Pasión

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011