quinta-feira, 25 de maio de 2017

A noite que nunca acaba

E quando o modo aleatório ignorou o facto de os Cat Empire fazerem parte de uma longa lista de memórias censuradas, estes fizeram-se ouvir no convés do navio com a determinação dos revolucionários, dos loucos e dos piratas.
E todas as células do meu corpo aderiram imediatamente à revolução, impulsionando-o num desarmónico conjunto de saltos  e gestos que, segundo me lembro, constituem aquilo que vulgarmente se designa por dança.
Foram os nove minutos e trinta e cinco segundos em que estive mais viva no último ano.
Mas, de seguida, porque também a música reproduz a história, vieram os Muse com o Space Dementia e sobreveio a mesma velha sensação de queda livre.
No horizonte formou-se, de novo, a noite que nunca acaba.

2 comentários:

  1. é o problema dos aleatórios que na realidade nã são aleatórios mas sim obras do demo disfarçadas de acontecimentos ao acaso...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Achas que o demo se apoderou do meu iTunes? Não há limites para essa criatura...

      Eliminar